Afrouxamento do Código de Trânsito está causando tragédias, alerta Rubens Bueno

O deputado federal Rubens Bueno (Cidadania-PR) afirmou nesta quinta-feira que o afrouxamento das leis de trânsito, promovido em 2021 por meio de uma medida provisória do governo Bolsonaro, está causando milhares de tragédias nas estradas brasileiras. O deputado, que votou contra a medida, está preparando propostas para reverter essa situação.

O caso mais recente envolveu o modelo e influenciador digital Bruno Krupp que atropelou e matou, no último sábado (30), no Rio de Janeiro, o adolescente João Gabriel Cardim Guimarães, que atravessava uma avenida com sua mãe na faixa de pedestres. Bruno não tem habilitação e dirigia uma moto sem placas.

Três dias antes, o modelo foi parado em uma blitz da Lei Seca e foi multado por falta de habilitação, ter se recusado a soprar o bafômetro e conduzir veículo sem placa. Mesmo assim conseguiu continuar com a moto que conduzia no dia do atropelamento de João Gabriel.

“Essa situação só aconteceu porque afrouxaram o Código de Trânsito para permitir que veículos com irregularidades, mas em condições de trafegar, não sejam mais apreendidos. Nós votamos contra essa medida e protestamos, mas infelizmente a base do governo conseguiu aprovar”, critica Rubens Bueno.

O parlamentar cita ainda outra alteração patrocinada pelo governo que mudou parte da lei de sua autoria que exige o uso de farol aceso nas rodovias durante o dia. A obrigatoriedade permanece, mas agora o equipamento só precisará estar em uso durante o dia nas rodovias de pista simples e se essas vias estiverem em perímetros urbanos.

“Eles queriam acabar de vez com nossa lei do farol, mas conseguimos evitar. Essa medida reduz em 12% os acidentes envolvendo pedestres e ciclistas. Além disso, 5% das colisões entre veículos são evitadas. O farol aceso também aumenta em 60% a percepção visual periférica do pedestre, diminuindo o número de atropelamentos”, explica Rubens Bueno.

De acordo com o parlamentar, esse “liberou geral” é contra a vida. “Essa mudança feita nas leis representa um incentivo à morte, à violência e àqueles que cometem crimes. Vamos trabalhar no Congresso para reverter essa situação”, disse.

Hoje, 50% dos leitos do SUS são ocupados por vítimas de acidentes de trânsito no Brasil. Elas também ocupam 60% das UTIs. “Não é possível que se retire da legislação aquilo que ajuda a reduzir o número de vítimas no trânsito”, finalizou Rubens Bueno.

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