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O deputado Rubens Bueno (PR) disse que será difícil um quórum de 342 para autorizar o prosseguimento do processo contra o presidente Temer. “Por outro lado, terá o governo 257 votos para mostrar para a sociedade que tem maioria na Casa para prosseguir com projetos importantes para o governo e o país?”. O deputado disse que teme que o governo fique com uma minoria tão insignificante “que não vai ter condições de continuar trabalhando e prosseguindo com a propositura de grandes projetos para o país”. Se for assim, disse Rubens, o governo vai sair desse episódio “se arrastando até chegar o momento final”.

Rubens Bueno esteve em Brasília, nesta segunda-feira (17), último dia do primeiro semestre legislativo, e encontrou um plenário vazio, sem sequer os 51 deputados exigidos para abrir a sessão. “Imaginávamos que teríamos aqui o quórum para a leitura do parecer da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que já está pronto para a publicação e posterior votação em plenário, o que infelizmente não aconteceu”, disse Bueno.

Rubens Bueno acha que a Câmara deve votar o quanto antes no plenário a denúncia do procurador-geral da República. “Isso é urgente e fundamental para o país”. Ao falar da CCJ, o deputado anunciou que, em função do escândalo da troca de deputados no colegiado, vai propor que o regimento interno seja alterado e o membro da comissão só possa ser mudado com a anuência do titular. Isso objetiva evitar pressão do governo de última hora, explica. O projeto será apresentado no início de agosto, no final do recesso.

Outro assunto abordado por Bueno com a imprensa nacional foi a “emenda Lula”, que estabelece em oito meses de antecedência da eleição o prazo no qual o candidato não pode ser preso. A medida, se aprovada beneficia o ex-presidente Lula, condenado a nove anos e meio de prisão.  “É a figura da prévia habilitação de uma candidatura que não existe”, criticou. Bueno disse não ter dúvida de que se trata de blindagem do ex-presidente. “Uma proposta deve defender o legítimo voto do eleitor e o resultado da eleição, a democracia e não blindar criminosos”. Os que agem contra a lei, afirma o parlamentar, devem ser processados, condenados e presos, como está acontecendo com Lula.

Bueno lembrou que há muito tempo condena a emenda parlamentar, pois em vez de discutir temas importantes para o país, quando o parlamentar chega na base eleitoral, só se quer discutir a emenda que ele trouxe, “mesmo que ele venha aqui e vote contra o povo”. O deputado disse ainda que é muito grave que o governo distribua emendas e cargos em troca de apoio no Congresso.

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