Deputado Federal Rubens Bueno
Folha destaca afirmação de Rubens sobre demissão de Orlando Silva
O deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR), líder do partido de oposição na Câmara, afirmou nesta sexta-feira, por meio de nota, que uma "possível demissão de Orlando Silva do comando do Ministério do Esporte não será suficiente para conter o esquema de corrupção montado na pasta".
O ministro foi acusado pelo policial militar João Dias Ferreira de envolvimento direto em fraudes em convênios firmados entre o ministério e ONGs.
Na mesma nota, Bueno afirma que apesar de tentar blindar o PC do B --partido do ministro-- das denúncias, a presidente Dilma Rousseff será obrigada a rever a "carta branca" que deu ao partido aliado.
"A presidente Dilma precisa ordenar o desmonte completo do aparelho de corrupção que funciona, de forma azeitada, dentro do Ministério do Esporte. Até porque as denúncias estão espalhadas por todo o país e não se resumem apenas ao caso de cobrança de propina revelado pelo policial João Dias Ferreira", afirma Bueno na nota.
O ministro, que nega envolvimento no suposto esquema, disse na madrugada desta sexta-feira, por meio do Twitter, que preparou um relatório sobre as "mentiras" publicadas contra ele.
Dilma vai acompanhar pelos próximos dias a situação do ministro do Esporte, para então definir seu futuro. Sua permanência no cargo é considerada "difícil" por integrantes do Palácio.
ENTENDA O CASO
Dois integrantes de um suposto esquema de desvio de recursos do Ministério do Esporte acusam Orlando de participação direta nas fraudes, segundo reportagem publicada pela revista "Veja".
O soldado da Polícia Militar do Distrito Federal João Dias Ferreira e seu funcionário Célio Soares Pereira disseram à revista que o ministro recebeu parte do dinheiro desviado pessoalmente na garagem do ministério.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou que irá investigar as acusações.
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Segundo o ministro, que tem desqualificado o policial militar em entrevistas e nas oportunidades que falou do assunto, disse que as acusações podem ser uma reação ao pedido que fez para que o TCU investigue os convênios do ministério com a ONG que pertence ao autor das denúncias.
Em nota, o Ministério do Esporte disse que João Dias firmou dois convênios com a pasta, em 2005 e 2006, que não foram executados. O ministério pede a devolução de R$ 3,16 milhões dos convênios.
De acordo com o ministro, desde que o TCU foi acionado, integrantes de sua equipe vêm recebendo ameaças.
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